segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Paquistão: Asia Bibi pode ser assassinada na prisão

Paquistão: Asia Bibi pode ser assassinada na prisão

A Fundação Masihi, que está a assessorar legalmente Asia Bibi, primeira mulher cristã condenada à morte no Paquistão sob a acusação de blasfémia, teme que ela seja executada na prisão.
A fundação lançou este alerta à agência Fides, do Vaticano, poucos dias depois de o líder extremista muçulmano Yousaf Qureshi ter oferecido uma recompensa de 500 mil rupias (cerca de cinco mil Euros) a quem assassinasse a mulher cristã.
“É necessário continuar a campanha pela sua libertação imediata e pela abolição da lei sobre a blasfémia. É uma questão fundamental para o respeito dos direitos humanos no Paquistão”, declarou à agência Fides, o presidente da “Fundação Masihi”, Haroon Barket Masih, recordando o Dia dos Direitos humanos da ONU que se celebrou no último 10 de Dezembro.
A agência também informou que Ansar Burney, reconhecido intelectual muçulmano paquistanês e ex-ministro do Paquistão para os Direitos humanos partilha a denúncia e enviou uma carta ao Presidente Ali Zardari e ao Primeiro-ministro Gilani.
Na carta, pede que sejam reforçadas as medidas de segurança para Asia Bibi e que sejam oficialmente perseguidos todos os que pediram publicamente que ela fosse assassinada.
Burney recordou que até hoje, 33 pessoas acusadas de blasfémia foram assassinadas na prisão ou durante o processo judicial, como ocorreu com os irmãos cristãos Rashid e Sajid Emmanuel, assassinados a tiro em frente ao tribunal de Faisalabad, em Julho de 2010.

FALSIFICAÇÃO DA HISTÓRIA


A verdade sobre as Cruzadas
A tentativa de cortar as raízes da civilização europeia, que tem ocupado alguma intelectualidade nos últimos 250 anos, é um fenómeno único na história humana. Desde o Iluminismo que uma ingénua arrogância luta, em nome
do mundo novo, para substituir as tradições cristã, judaica, muçulmana, celta, germânica, greco-romana por uma ficção pseudo-científica que alimenta o corropio de ideologias. Em resultado, empirismo, utilitarismo, positivismo, marxismo, nazismo, existencialismo, pós-modernismo têm-se sucedido, degradando uma elevação cultural que modelou o mundo.
Peça central desse esforço é uma esmagadora falsificação histórica, indispensável na luta contra a tradição. Filósofos, propagandistas, pseudo-especialistas esforçam-se por manipular a verdade do passado, criando mitos oportunos para as suas doutrinas. Distorções dessas não são sustentáveis e foram há muito denunciadas pela historiografia séria. Mas vivemos a fase paradoxal em que, apesar disso, as tolices persistem nas vulgarizações mediáticas.

Exemplo gritante é o das Cruzadas, de que o grande sociólogo Rodney Stark acaba de publicar uma desmistificação. O caso é candente porque, além de servir há décadas para humilhar a Igreja, a ficção é hoje usada no suposto
choque de civilizações entre Islão e Ocidente. O livro *God's battalions; the case for the crusades (Harper One, New York, 2009)*, não traz dados novos. Limita-se a compilar resultados da vasta literatura científica que destroem por completo a visão popular vigente.

Os erros são múltiplos. *Os inimigos dos cruzados não eram os muçulmanos*, mas os turcos, recém-convertidos ao Islamismo e invasores recentes da Terra Santa. Muitos árabes, oprimidos pelos conquistadores, aplaudiram as
expedições ocidentais. Assim as Cruzadas não foram um capricho irracional mas nasceram de "séculos de tentativas sangrentas de colonizar o Ocidente e súbitos novos ataques aos peregrinos cristãos e aos lugares santos" (p. 8).

Também a *imagem comum de bárbaros ocidentais atacando os sofisticados e tolerantes muçulmanos é falsa*. O preconceito anticristão pós-iluminista exaltou os feitos islâmicos e glorificou Saladino desprezando os soldados europeus. Pelo contrário, havendo atrocidades de parte a parte, regra na época, a superior técnica cruzada permitiu, face a enorme desvantagem numérica, manter um reino e rica cultura "que, pelo menos ao longo da costa,
durou quase tanto quanto os EUA são uma nação" (p. 245).



É falso ainda que* a motivação fosse o ganho, colonização ou conversão à fé cristã.* "*As Cruzadas não foram organizadas e dirigidas por filhos excedentários, mas pelas cabeças de grandes famílias que estavam
perfeitamente conscientes que os custos de ir em cruzada excederiam largamente os muito modestos benefícios expectáveis: a maior parte partiu com imenso custo pessoal, alguns conscientemente arruinando-se para ir." (p. 8)* A finalidade, incompreensível para os materialistas actuais, era espiritual: "Eles sinceramente acreditavam servir nos batalhões de Deus." (p. 248)



As manipulações são muitas mais, servindo os mais variados propósitos. Por exemplo, *"as actuais memórias e fúria muçulmanas sobre as Cruzadas são uma criação do século xx." (p. 247)*

Este é apenas um tema entre muitos. Apresentando como factos incontroversos os preconceitos mais boçais, historiadores de pacotilha têm-se esforçado por exaltar os seus heróis, denegrindo opositores. Isto leva o público informado a ter do passado uma caricatura grotesca.

Em particular, *a Igreja tem sido alvo preferencial da falsificação histórica*. Exagerando males, omitindo virtudes, generalizando aberrações, a Igreja é acusada de tudo. Cruzadas, Inquisição, heresias, Papado, Escolástica, mosteiros, relações com a ciência e democracia, como agora a dignidade dos sacerdotes, tudo tem sido infectado por esta magna falsificação. Nem se compreende como entidade tão perversa pôde sobreviver e prosperar. *A ponto de muitos cristãos devotos caírem na esparrela, vivendo envergonhados da história da sua fé.*

JOÃO CÉSAR DAS NEVES

Fonte: DN 2010-09-06

domingo, 5 de dezembro de 2010

JANEIRAS E REIS























Como é bom, no nosso Minho, escutar e apreciar as cantigas desejando boas festas de Natal e um próspero ano novo! São inúmeras e muito variadas as melodias com textos bem do agrado popular. É uma das tradições que, por variados motivos nomeadamente para angariação de fundos para as associações culturais e recreativas, é uma das tradições, dizia, que ressurgiu com grande pujança nas últimas décadas. E ainda bem.
Aqui vão algumas das mais conhecidas.


sábado, 4 de dezembro de 2010

PRECISAMOS DE SANTOS....


Recordando o pensamento de João Paulo II expresso em muitas ocasiões:
Precisamos de santos de calças jeans e de ténis; de santos que vão ao cinema, que se divertem, ouvem música e passeiam com os amigos; de santos que coloquem DEUS em primeiro lugar nas suas vidas; de santos que frequentam e estudam nas faculdades e universidades.
Precisamos de santos que, diariamente, tenham tempo para a oração a sós e em comunidade; de santos que saibam como se namora conservando a pureza de corpo e alma; de santos que se orgulhem da pureza de costumes e da castidade de vida. Precisamos de santos do nosso tempo, com uma espiritualidade que se adeque à sociedade hodierna sabendo interpretar os sinais dos tempos e interpretá-los à luz da doutrina de Jesus Cristo. Precisamos de santos que vivam neste mundo comprometidos com as alegrias e tristezas do mesmo mundo; que se identifiquem com os pobres e necessitados; que se santifiquem vivendo, sem medo, na sociedade conturbada e confusa dos nossos dias. Precisamos de santos que bebam uma cerveja e comam um cachorro quente com os seus colegas; que amem, sem vergonha, o próximo que caiu em desgraça; que se alimentem da eucaristia e dela tirem a força de viver; que vivem inseridos no meio dos outros que desconhecem o sentido da verdadeira felicidade e lhes apontem o caminho da esperança . Precisamos de santos que gostem de teatro, de música e de dança; e gostem de se divertir com brincadeiras saudáveis capazes de trazer saúde ao espírito e ao corpo. Precisamos de santos normais, sociáveis, amigos, alegres e companheiros. Santos que estejam no mundo saboreando o que de bom no mundo existe sem se deixar levar pela malícia do mundo nem pela tentação do mundanismo. Precisamos de santos!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

COMO SE ROUBA O POVO....

O País vai mal... é verdade! É preciso continuar a pedir sacrifícios aos portugueses. Mas como é que chegámos tão fundo? Não há dinheiro, dizem...
Já agora, talvez seja bom verificar em que condições e nível de vida andam aqueles que pedem sacrifícios ao português médio e ao que vive com o salário mínimo.
É isso que este texto pretende: abrir os olhos de todos para a hipocrisia dos nossos governantes. Isto é apenas uma gota no OCEANO chamado Portugal!
Tudo o que vai aparecer neste texto não é ficção! Acontece em Portugal. País com regime democrático à beira mar plantado. Vamos lá...
Demorou até um pouco para ver se não dava nas vistas. Mas a Festa continua...
Segundo a revista Focus (pág.25), a EDP conta com um novo assessor jurídico. Foi nomeado pelo ex-ministro António Mexia (actual presidente executivo da EDP) e vai ganhar cerca de EUR 10.000/mês
Quem é ele? Perguntam vocês... SANTANA FLOPES....
A opinião pública é fabricada por quem? Pela COMUNICAÇÃO SOCIAL.
E porque é preciso ter os jornalistas na mão.... O subsistema de saúde "dos fazedores de opinião" é INTOCÁVEL!!!
A Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas é dirigida por uma comissão administrativa cuja presidente é a mãe do ministro António Costa (PS) e do Director-Adjunto da Informação da SIC, Ricardo Costa.
Maria Antónia Palla Assis Santos - como não tem o "Costa", passa despercebida...





O Ministro José António Vieira da Silva (PS) declarou, em Maio último, que esta Caixa manteria o mesmo estatuto!
Isso inclui regalias e compensações muito superiores às vigentes na função pública (ADSE), SNS e os outros subsistemas de saúde.
Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia (PSD) e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das Obras Públicas e Transportes.
O filho de Miguel Horta e Costa (CDS-PPD), recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6600 euros mensais.
Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.

Manuel Queiró (CDS - “o braço direito do Algarve”, casado com a Celeste da Caixa Geral de Depósitos Cardona), do PP, era administrador da área de imobiliário (?) 8.000euros/mês.
A contratação de um administrador espanhol passou por serem-lhe (ao Manuel) oferecidos 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída), pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.
Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: 3.000 euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
Outros exemplos avulsos, ainda na GALP:
- Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000 euros por mês;
- A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês...
- Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.
- Com os novos aumentos, Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000 euros mensais.

Assim, este "ping pong" à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...

PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA (Dados de 2004)
(Fonte EUROSTAT, publicado no Correio da Manhã)

Suécia---------------- 33,3%
Dinamarca----------- 30,4%
Bélgica---------------- 28,8%
Reino Unido--------- 27,4%
Finlândia------------- 26,4%
Holanda-------------- 25,9%
França---------------- 24,6%
Alemanha------------ 24%
Hungria--------------- 22%
Eslováquia------------ 21,4%
Áustria--------------- 20,9%
Grécia---------------- 20,6%
Irlanda---------------20,6%
Polónia---------------19,8%
Itália-----------------19,2%
República Checa--- ----19,2%
PORTUGAL--------- -17,9%
Espanha---------------17,2%
Luxemburgo---------- 16%
Não há pois funcionários públicos a mais. Há sectores em falta e outros em excesso. Resulta que somos o 3º país da U.E. com menor percentagem de funcionários públicos na população activa.

De facto, no dia 1 de Abril de 2002 o Dr. Branquinho Lobo havia sido sujeito a uma “Junta Médica” que, por força de uma doença do foro psiquiátrico, considerou a sua incapacidade para estar ao serviço do Estado, o que foi determinante para a sua passagem à aposentação.

O Dr. Branquinho Lobo passou a auferir uma pensão de aposentação no montante de € 5.320,00.

Contudo, por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo do Dr. Pedro Santana Lopes nomeou o Dr. Branquinho Lobo como Director Nacional da Polícia de Segurança Pública.
Desde então, o Dr. Branquinho Lobo acumula a sua pensão de aposentação por incapacidade com o vencimento de Director Nacional da P.S.P!!!!!

A reforma administrativa deverá começar por mudar o seguinte:
- Cada ministro deste e de outros governos tem, para seu serviço pessoal e sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas (entre secretários e subsecretários de estado, chefes de gabinete, funcionários do gabinete, assessores, secretárias e motoristas) e 56 viaturas, apenas CINCO vezes mais que no resto da Europa.

E a verdade que saiu do programa «Prós e Contras» da RTP de 22 de Maio foi que temos uma comunicação social corrupta e ao serviço de quem tem muito dinheiro.
Nestes dias, a ideia que mais uma vez a comunicação social vendeu à opinião pública, foi a da necessidade de 200 mil despedimentos na função pública.


Assim se informa e se faz política em Portugal.
Em Setembro de 2002 foi publicada na II Série do Diário da República a aposentação do Exmº. Senhor Juiz Desembargador Dr. José Manuel Branquinho de Oliveira Lobo, a quem foi atribuído o número de pensionista 438.881.
De facto, no dia 1 de Abril de 2002 o Dr. Branquinho Lobo havia sido sujeito a uma “Junta Médica” que, por força de uma doença do foro psiquiátrico, considerou a sua incapacidade para estar ao serviço do Estado, o que foi determinante para a sua passagem à aposentação.

O Dr. Branquinho Lobo passou a auferir uma pensão de aposentação no montante
de € 5.320,00.

Contudo, por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo do Dr. Pedro Santana Lopes nomeou o Dr. Branquinho Lobo como Director Nacional da Polícia de Segurança Pública.
Desde então, o Dr. Branquinho Lobo acumula a sua pensão de aposentação por incapacidade com o vencimento de Director Nacional da P.S.P!!!!!
ANíBAL CAVACO SILVA
Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado, distribuídas da seguinte forma:
- € 4.152,00 - Banco de Portugal.
- € 2.328,00 - Universidade Nova de Lisboa.
- € 2.876,00 - Por sido primeiro-ministro.
Podendo acumulá-las com o vencimento de P.R. !

Porque será que, o Expresso, o Público, o Independente, o Correio da Manhã e o Diário de Notícias, não abordaram este caso, mas trataram os outros conhecidos, elevando-os quase à categoria de escândalos, será que vão fazer o mesmo que fizeram com os outros???
Não será por coisas destas a falência da Segurança Social?

Porque será que, o Expresso, o Público, o Independente, o Correio da Manhã e o Diário de Notícias, não abordaram este caso, mas trataram os outros conhecidos, elevando-os quase à categoria de escândalos, será que vão fazer o mesmo que fizeram com os outros???
Não será por coisas destas a falência da Segurança Social?

Li, há semanas, numa pequena notícia do Expresso, que prescreveu uma dívida de 700.000 Euros, de IRS de António Carrapatoso, figura de proa da Telecel/Vodafone e destacado dirigente do PSD. Porque razão prescreveu esta dívida? Porque razão não se procedeu à cobrança coerciva, dado que o contribuinte em causa não tem, nem nunca teve, paradeiro desconhecido?
Aliás, António Carrapatoso nunca deixou de aparecer, com alguma frequência, nos écrans da televisão para entrevistas e comentários, onde sempre defendeu as virtudes do "sistema" em que vivemos e que nos é imposto (pudera!!!!!!). Esta dívida não pode prescrever porque se trata de dinheiro devido ao Estado, ou seja a TODOS NÓS.

Os CTT pagaram 19 mil euros a Luís Felipe Scolari por uma palestra de 45 minutos, que teve como tema algo do tipo «Como fortalecer o espírito de grupo» no dia 14 de Janeiro de 2005, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, durante um Encontro dos Correios de Portugal.
A decoração custou mais de 430 mil euros e havia dois carros de luxo. A despesa efectivamente facturada entre 8 de Julho de 2002 e 31 de Maio de 2005, com a decoração do gabinete do presidente do Conselho da Administração dos CTT, Carlos Horta e Costa, bem como a sua sala de visitas e ainda das salas de visitas e refeições custou 430.691 euros. Carlos Horta e Costa teve à sua disposição, entre 2002 e 2005, um Jaguar S Type (a renda para o adquirir custou cerca de 50.758 euros) e um Mercedes Benz S320CDI (comprado em Abril de 2004 por 84 mil euros). Assim, o Relatório da Inspecção-Geral das Obras Públicas conclui haver «indícios de má gestão» e «falta de contenção de uma empresa que gere dinheiros públicos», pelo anterior Conselho de Administração que liderou os CTT entre 8 de Julho de 2002 e 31 de Maio de 2005.

Sabe-se dia 27 no Público que a advogada Vera Sampaio foi contratada como assessora pelo membro do Governo Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, Ministro da Presidência.
Como a tarefa não é muito cansativa foi autorizada a continuar a dar aulas numa qualquer universidade privada onde ganha uns tostões para compor o salário e poder aspirar a ter uma vidinha um pouco mais desafogada.
O facto de ser filha do Senhor ex-presidente não teve nada a ver com este reconhecimento das suas capacidades, juro pela saúde do Engenheiro Sócrates.
Há famílias a quem a mão do Senhor toca com a sua graça. Ámen.
Neste caso soube-se há tempos que o filhote depois de se ter formado foi logo para consultor da Portugal Telecom, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
Agora, como já ontem se disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda lampeira em part-time para o desgoverno, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós.

Sabe-se dia 27 no Público que a advogada Vera Sampaio foi contratada como assessora pelo membro do Governo Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, Ministro da Presidência.
Como a tarefa não é muito cansativa foi autorizada a continuar a dar aulas numa qualquer universidade privada onde ganha uns tostões para compor o salário e poder aspirar a ter uma vidinha um pouco mais desafogada.
O facto de ser filha do Senhor ex-presidente não teve nada a ver com este reconhecimento das suas capacidades, juro pela saúde do Engenheiro Sócrates.
Há famílias a quem a mão do Senhor toca com a sua graça. Ámen.
Neste caso soube-se há tempos que o filhote depois de se ter formado foi logo para consultor da Portugal Telecom, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
Agora, como já ontem se disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda lampeira em part-time para o desgoverno, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós.

Com apenas 50 anos de idade e gozando de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número 2 do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Sampaio e de Soares, está já reformado com uma pensão de 3.035 euros, um valor bastante acima do seu vencimento como vereador. Foi aposentado como técnico superior de 1ª classe – apesar de as suas habilitações literárias serem equivalentes ao 9º ano.
Entrou para o Ministério da Administração Interna em 1972 e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro: triplicar o salário.
Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest (uma sociedade de capitais públicos), com um ordenado líquido de 4000 euros mensais. Foi convidado pelo presidente da Câmara da Amadora, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa.
A acumulação de vencimentos foi autorizada mas o salário de administrador é reduzido em 50% – para 2000 euros – a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.
A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate (!?) em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????) e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.
Nem tudo vai mal nesta nossa República (Pelo menos para alguns!) Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram eleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração (coitados, tem de voltar para esta selva que é a luta pelo pão de cada dia nos seus antigos lugares de administração ou de profissionais liberais tão mal pagos, como sabemos):
Um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.

Desta maneira um deputado que o tenha sido durante um ano recebe dois salários (6.898 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários (68.980 euros). Feitas as contas e os deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros!

No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos!). Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.

(Segue Lista)
Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:

Almeida Santos........................ 4.400, euros;
Medeiros Ferreira..................... 2.800, euros;
Manuela Aguiar......................... 2.800, euros;
Pedro Roseta............................ 2.800, euros;
Helena Roseta........................... 2.800, euros;
Narana Coissoró . .................... 2.800, euros;
Álvaro Barreto........................... 3.500, euros;
Vieira de Castro..........................2.800, euros;
Leonor Beleza . ........................ 2.200, euros;
Isabel Castro............................. 2.200, euros;
José Leitão................................ 2.400, euros;
Artur Penedos............................1.800, euros;
Bagão Félix............................... 1.800, euros.

(Vêem? Tadinhos destes "desconhecidos", que se não fosse esta esmola estavam a comer na Mitra)
Quanto aos ilustres reintegrados , encontramos os seguintes:

Luís Filipe Pereira 26.890, euros / 9 anos de serviço;
Sónia Fortuzinhos 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço;
Maria Santos 62.000, euros /9 anos de serviço;
Paulo Pedroso 48.000, euros / 7 anos e meio de serviço
(e ainda vamos ver se não vai receber indemnizações pelo processo Casa Pia);
David Justino 38.000, euros / 5 anos e meio de serviço;
Ana Benavente 62.000 , euros / 9 anos de serviço;
M.ª Carmo Romão 62.000, euros / 9 anos de serviço;
Luís Nobre Guedes 62.000 , euros / 9 anos e meio de serviço.

A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos, o suficiente para terem recebido cerca de 20.000 euros cada !

É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A LATA DE PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES PARA DEBELAR A CRISE!!!!!!

Serão os políticos os únicos malandros?
Não! 9 em cada 10 aposentados com mais de 5.000 euros mensais foram juízes !!!

Lista de Aposentados no ano de 2005 (Janeiro a Novembro) com pensões de luxo:
São os seguintes os valores em Euros:

Janeiro
Ministério da Justiça
5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura

Março
Ministério da Justiça
7148.12 procurador-geral Adjunto Procuradoria-Geral República
5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
6082.48 Jurista CTT Correios Portugal SA

Abril
Ministério da Justiça
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5338.40 Procuradora-Geral Adjunta
Procuradoria-Geral República - Antigos Subscritores
6193.34 Professor Auxiliar Convidado

Maio
Ministério da Justiça
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura

Junho
Ministério da Justiça
5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura

Julho
Ministério da Justiça
5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura
5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República
5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Agosto
Ministério da Justiça
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
Setembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
7284.78 Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo)
6758.68 Vice-Cônsul Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Ministério da Justiça
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Ministério da Educação
5103.95 Presidente Conselho Nacional Educação


Outubro
Ministério da Justiça
5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República

Novembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
7327.27 Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Tribunal de Contas
5663.51 Presidente
Ministério da Justiça
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
5015.16 Professor Coordenador Inst. Superior Engenharia Lisboa

Vítor Constâncio governador do Banco de Portugal
ganha 272.628 € por ano, ou seja quase 3.894 contos MENSAIS, 14 meses/ano.

Outros ordenados chorudos do Banco de Portugal :

O Vice-governador, António Pereira Marta - 244.174 €/ano
O Vice-governador, José Martins de Matos - 237.198 €/ano
José Silveira Godinho - 273.700 €/ano
Vítor Rodrigues Pessoa - 276.983 €/ano
Manuel Ramos Sebastião - 227.233 €/ano

O Vice-governador, António Pereira Marta até acumula com o seu salário com a sua pensão como reformado … do Banco de Portugal.

Aliás, o Vítor Rodrigues Pessoa, também tem uma reforma adicional de 39.101 €/ano
Total 316.084 €/ano

e o José Silveira Godinho também acumula com uma pensão do BP, mais 139.550 €/ano
Total 413.250 €/ano

Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças recebeu durante os dois meses em que esteve no Executivo 4600 euros mensais de ordenado e uma reforma de 8.000 euros do Banco de Portugal.

Mira Amaral saiu da Caixa Geral de Depósitos (CGD) com uma reforma de gestor 18.000 euros. Na altura acumulava uma pensão de 1,8 mil euros, como deputado e 16.000 euros como líder executivo da CGD.

O que me choca não é o valor da reforma. É o facto de Mira Amaral poder auferir desta reforma - paga pelos contribuintes - ao fim de apenas um ano e nove meses!!!!!!

Esta situação é profundamente escandalosa e tem repercussões que afectam a própria credibilidade do regime democrático.
Esta forma aparentemente ligeira como é gasto o dinheiro dos contribuintes é grave pelo acto em si e pelo seu impacto na legitimidade do Estado para impor novas formas de captar receita.

Quando os juízes dizem que vão para a greve, nós começamos a perceber porquê...

António Marinho (Jornal Expresso 17 de Setembro) refere os seguintes privilégios dos magistrados :

1) Recebem um subsídio de renda de casa no valor de 700 EUR mensais, mesmo que residam em casa própria. E, se forem casados com outro magistrado, habitando em casa própria cada um deles recebe esse subsídio (logo, 1400 EUR). A situação atinge mesmo o absurdo já que até os magistrados aposentados ou jubilados incorporam esse subsídio nas suas reformas (!?), nas mesmas condições dos que se encontram no activo. Mais ainda: O subsídio de renda de casa dos magistrados está isento de IRS, após acórdão do STA, ou seja, decisões dos magistrados. Será possível que alguém possa auferir uma remuneração permanente, que essa remuneração entre no cálculo da reforma, mas que esteja isenta de IRS?????

2) Os magistrados do Supremo Tribunal Administrativo, do Supremo Tribunal de Justiça e do Tribunal Constitucional que residam fora da área da Grande Lisboa recebem ajudas de custo precisamente quando se deslocam para o seu local de trabalho. A situação torna-se tanto mais incompreensível quanto é certo que os referidos magistrados usufruem de viagens totalmente gratuitas em todos os transportes públicos terrestres e fluviais, incluindo os comboios Alfa.


Aeroporto da Ota
(por Miguel Sousa Tavares)

Uma história de 2 aeroportos:
Áreas:
Aeroporto de Malaga: 320 hectares
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.
Pistas:
Aeroporto de Malaga: 1 pista,
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.
Tráfego(2004):
Aeroporto de Malaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8% ao ano.
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
Malaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.
Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade.
E o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espirito. Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos. Ninguém investiga isto? E preciso fazer alguma coisa.

Pelo menos divulguem estes documentos,
ou faremos parte de um grupo de "Otários" silenciosos.

Depois de apresentar este texto só posso dizer que tenho vergonha
de ser português em Portugal.

Gostava de viver numa verdadeira Democracia!

Todos com o mesmo sistema de saúde;
Todos a pagarem impostos;
Todos a terem reformas merecidas e justas;
Todos com o mesmo sistema de Justiça
e não um para os ricos (intocáveis) e outro para os pobres.

Peço a quem ler esta mensagem que a divulgue e que se tiver conhecimento de mais casos que me envie para eu compilar tudo para mostrar a todos o país onde vivemos

E VIVA O CIRCO.....

tiago.lab@gmail.com video

BELA VIDA SR. BOUDINE



O Sr. Boudine é um Imã muçulmano a viver em França com duas esposas e uma ninhada de filhos. Vejamos como "sobrevive"
O senhor Imã Bouziane não trabalha, sendo um sábio do culto muçulmano

O Imã Bouziane é polígamo, e: declarou em 1993 à Prefeitura a sua segunda esposa.
A Prefeitura aceitou que a sua segunda esposa se juntasse a ele em França sem lhe emitir a autorização de residência. As crianças nascidas da segunda esposa são francesas. Assim, ela não tem documentos e não pode ser expulsa.
O Imã Bouziane tem hoje 16 filhos, 8 de cada mulher.
1) A segunda esposa não é considerada como tal. Ela é considerada pela C.A.F. (Caisse d'allocations familiales) como um “parente isolado". Por essa razão ela passa a ter direito ao A.P.I. ‘l'allocation de parent isolé”, ou “subsídio monoparental”, que atinge os 707,19 € para uma família monoparental com um filho, ao qual se soma mais 176,80 € por filho suplementar => (7 x 176,80 mais). Seja um total de 1.944,79 €
2) Todos os meses ela recebe pelos seus 8 filhos 978,08 € de subsídios familiares.
3) Como ela tem 2 filhos com menos de três anos, tem direito ao A.P.J.E. (Allocation Pour Jeune Enfant) de 161,66 € x 2, ou seja, mais 323,32 €.
4) Como família monoparental, tem ainda direito a 305 € de subsídio de habitação.
A primeira esposa de Boudine:
2) Todos os meses ela recebe pelos seus 8 filhos 978,08 € de subsídios familiares.
3) Como ela tem 2 filhos com menos de três anos, tem direito ao A.P.J.E. (Allocation Pour Jeune Enfant) de 161,66 € x 2, ou seja, mais 323,32 €.
4) Como família monoparental, tem ainda direito a 305 € de subsídio de habitação.
5) Com 8 filhos ela não trabalha, o que faz com que o seu marido e muçulmano exemplar aprove sem dúvida que toda a mulher muçulmana «tem o direito de não trabalhar com os homens porque ela poderia ser tentada pelo adultério…"
RMI (Revenue Minimum d’Insertion) ou Rendimento Mínimo de Inserção para uma pessoa só: 417,88 € + 167,15 € / criança
ou seja, um total de 1.755,08 €.
6) Ela tem 4 crianças em idade escolar:
Subsídio ou Bolsa escolar anual => 257,61 € X 4 = 1.030,44 €, o que dá um montante mensal de mais 85,87 €.
No total, a Sra Bouziane n° 2 recebe 5.296,14 € / mês
O Sr. e a Sra Bouziane n°1 : Com os seus 8 filhos atingem os 978,08 € de subsídios familiares todos os meses + 2 Subsídios para – crianças < 3 anos = 323,32 € + Subsídio habitação 305 € + Rendimento Mínimo Inserção Casal 626,82 € + 8 Filhos (1.337,20 €) => ou seja 1.964,02 € + Subsídio escolar para 4 filhos => 85,87 €.
No total, o Sr. e a Sra Bouziane n°1 atingem 3.651,29 € / mês
TOTAL : 8.947,43 € / mês

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

E DEPOIS? …. E DEPOIS?


Hà umas décadas, além das escolas masculinas e femininas públicas, também os colégios particulares eram só para rapazes ou só para meninas. Aconteceu que, num determinado colégio, o prefeito (assim se chamavam os superiores), conversando com um dos alunos mais brilhantes que fazia tudo para alcançar os melhores resultados, lhe perguntou:
-Quando fores grande o que pretendes ser? E o aluno rrespondeu:
- Ai, eu gostava de ser engenheiro.
-Sim, diz o prefeito. E depois?
- Depois… hei-de fazer grandes projectos que sejam admirados por toda a gente.
- E depois? Continua o prefeito.
- Vou ganhar fama, ganhar muito dinheiro, casar, ter filhos, dar à minha mulher tudo o que precisar.
- Certo, diz o prefeito. São boas intenções dignas de todo o mérito e louvor. Mas… e depois?
- Depois… - o rapaz já começava a ficar embaraçado. Depois vou fazer tudo para ter uma velhice feliz, sem problemas, entreter-me com os meus amigos e, como acontece a toda a gente, vem a morte.
O prefeito ainda não estava contente com o ideal deste jovem que, pelo diálogo, já estava no fim da sua vida. Atirou-lhe com mais um “e depois?”
O jovem sentiu-se embaraçado e questionou-se: mas haverá mais algum “depois”?

É uma questão que muitos não querem colocar a si próprios e, muito menos, colocá-la perante seja quem for. Nem aos próprios filhos. Na verdade esta pergunta, que é um anseio, está inscrita no coração de todo o homem. Só o ser humano é capaz de pensar. Só o ser humano tem consciência de que há-de morrer e faz o possível e impossível para que tal não aconteça, mesmo sabendo que não há excepção. É que o seu desejo mais profundo é a vida, a vida para sempre: ser, ter, realizar, impor-se, dominar, gozar, satisfazer os seus caprichos mesmo que passando por cima do seu semelhante a quem, muitas vezes, não reconhece direitos. Muitos, tal como há milhares de anos, “fazem” prolongar a sua memória em sepulturas sumptuosas, em funerais exóticos, nas ruas que mandaram construir, levando uma vida que chame a atenção das revistas cor de rosa para que os seus nomes tenham lugar nas colunas sociais. Mas esta forma de viver e de pensar não dá resposta cabal ao seu instinto de “eternidade” bem gravado no mais íntimo de si mesmo.

O maior problema da sociedade actual está no “medo” de se interrogar, de olhar para dentro e procurar em si mesmo a resposta para as inquietações, pessoais e sociais, que a atormentam diariamente desde a falta de auto-confiança até à desconfiança de tudo e de todos. Pior: como o indivíduo não é capaz, por medo, de se auto-questionar sobre três aspectos básicos (donde venho, o que faço, para onde vou) muito mais receio e falta de coragem sente para colocar estas questões aos outros, começando pela sua própria família. Resultado: “vamos ver no que isto vai dar…. mais tarde…. talvez um dia….”. E a nossa sociedade continua a afundar-se, a inquietar-se, sempre com medo de colocar o dedo na ferida. E depois?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

INVESTIR NA CULTURA DA VIDA


O HOMEM DESTRÓI A CRIAÇÃO E A SI PRÓPRIO
(Texto de Elias Couto)
Que todas as instituições nacionais e transnacionais se comprometam a garantir o respeito pela vida humana, desde a sua concepção até ao seu fim natural.
1.Cultura da morte e negação da vida como direito absoluto
A segunda metade do século XX viu a generalização do aborto legal, a pedido, como um avanço jurídico indiscutível e um progresso no âmbito da liberdade pes-soal. Deste modo, a desprotecção legal da vida humana mais indefesa e inocente – a das crianças não nascidas – tornou-se um objectivo civilizacional de que nenhuma sociedade «progressista» podia prescindir. Conseguida a liberalização do aborto e a sua banalização por via legal, os promotores desta cultura da morte voltaram-se para o outro extremo da vida humana, onde ela se apresenta igualmente mais fragi-lizada – e encontram-se agora na linha da frente, tendo em vista a legalização e libe-ralização da eutanásia. No início, esta exigência de «progresso» era considerada como o último «recurso» de idosos ou doentes incuráveis. Hoje, porém, a eutanásia já é apresentada como um direito de qualquer pessoa, em qualquer fase da existên-cia que, por algum motivo, solicite auxílio médico para morrer – e, em casos extre-mos, um direito da família ou da sociedade face a pessoas que, por algum motivo, não sejam capazes de exercer autonomamente tal «direito» e cuja vida seja considerada sem qualidade.
2. Consequências
Relativamente à eutanásia, começamos apenas a vislumbrar o tipo de socie-dade impiedosa, violenta e profundamente egoísta para a qual nos encaminhamos. Quanto ao aborto, falam os números: em Portugal, 19.000 crianças foram legalmen-te eliminadas, antes de nascerem, só no ano de 2009; em Espanha, vinte anos de aborto legal têm como resultado um milhão de crianças mortas antes de nascerem; na Europa comunitária, faz-se um milhão e duzentos mil abortos cada ano; na Rús-sia, no último ano, o número de abortos foi igual ao de nascimentos; nos Estados Unidos, há mais de um milhão de abortos por ano. Por outro lado, são cada vez mais frequentes as notícias de crianças abortadas que sobrevivem durante longas horas de agonia, como sucedeu recentemente em Itália. Tais crianças, nos Estados Unidos, não têm direito a nenhum tipo de assistência médica – são tratadas sim-plesmente como mortas, estando ainda vivas... Os números poderiam continuar. Estes, porém, são suficientes para se entender a galeria de horrores em que o abor-to transformou muitos hospitais públicos e tantas «clínicas» privadas com dedicação exclusiva ao negócio da morte – tudo feito com a protecção da lei e, na maior parte dos casos, pago pelo dinheiro dos contribuintes. Depois, admiram-se que vivamos em sociedades cada vez mais violentas, emocionalmente exaustas, culturalmente decadentes, nas quais nenhum valor – a não ser o egoísmo individual – merece cui-dado e protecção.
3. A longa luta em favor da vida
Aqueles que se batem por um outro tipo de civilização, na qual os mais frágeis sejam os mais protegidos, têm um caminho longo e penoso pela frente. Serão cada vez mais ostracizados e olhados como inimigos do progresso e da liberdade. Tal, porém, é um pequeno preço a pagar, quando se olha aos objectivos: «Actuar em favor da vida é contribuir para o renovamento da sociedade, através da edificação do bem comum» (João Paulo II). Os cristãos não podem alhear-se deste serviço à comunidade – como, infelizmente, tem acontecido com alguma frequência. Nem podem cair na armadilha de dizer – seguindo o discurso da moda – que há outras causas igualmente importantes. Há, sem dúvida, muitas causas importantes, a merecer o empenho dos cristãos. Nenhuma, porém, é mais importante, pois esta define todas as outras. Afinal, apostar na «cultura da vida» é investir num futuro mais humano, o único que verdadeiramente importa. E vale a pena, vale todas as penas, mesmo se, por agora, a cultura da vida não surge particularmente valorizada no «mercado» das propostas concorrentes que se enfrentam na «bolsa de valores» onde se joga o presente e o futuro da humanidade.
Elias Couto

segunda-feira, 7 de junho de 2010

HOMOSSEXUALIDADE E "CASAMENTO"



Transcrevo o artigo do Padre Vasco Pinto de Magalhães que me parece particularmente significativo porque conhecendo e apreciando este sacerdote jesuíta (já tive um retiro com ele) um artigo assim duro é bem demonstrativo de como a indignação dos católicos com a promulgação pelo PR é muito mais funda do que imaginam os comentadores de serviço do regime que pretendem deixar-nos (precipitadamente já que Cavaco ainda não disse se ia recandidatar-se) entregue à "inevitabilidade" de um voto "útil".

A união de homossexuais e o Presidente da Republica

O título mais exacto do comentário que se segue seria “A pirueta da triste figura”. Senti um arrepio, quase vómito, quando acabei de ouvir o Prof. Cavaco Silva. Que vergonha, senti. Por ele, claro. E pelo país. Assim ficou para a história como o padrinho (the best man) dos homossexuais, por incoerência da sua decisão, quando poderia ter passado à História como alguém que sem disfarce piedoso e paternalista segue as suas convicções, independente de votos e oportunismos. Seria bem preferível que, sem mais, tivesse promulgado o tal “casamento”, porque sim, porque assim o achava. Mas vir dizer a todo um país que ele pensou bem e não está de acordo e deu provas disso, que há outros modos e figuras jurídicas para o caso que são seguidas nos países que ninguém se atreve a chamar de atrasados; mais, que só uma minoria na Europa assumiu esta forma e, depois, num salto mortal, conclui ao contrário e promulga! O dito por não dito. Claro, arranjou duas “razões”. Falsas. E uma delas é ofensiva da dignidade e inteligência de um povo: estamos tão em crise e tão miseráveis que não nos podemos distrair com este tipo de debates! Ora, estes temas humanos é que são sérios, até porque a verdadeira crise é de valores. O Senhor Presidente pode ter a certeza de que o povo, “na sua menoridade” o que vai discutir é sobre futebol em África e o campeonato do Mundo. A outra razão também é “enorme”! A Assembleia vai aprovar outra vez e já não será possível vetá-lo. Pois não seria, se não houvesse outras coisas a fazer. Até dissolver a Assembleia seria possível. Aliás ninguém pode garantir em absoluto que uma lei passe (ou não) e que não haja mudanças de opinião, sobretudo quando a maioria não está assim tão garantida! De facto, usar tal argumento e agir assim com tal pirueta é como se alguém dissesse “vou-me suicidar porque é certo que dentro de algum tempo morrerei”.

Eis aqui um exemplo de um mau discernimento, do que é deixar-se levar pelas aparências de bem, do que é não clarificar nem assumir as verdadeiras motivações e arranjar “boas” razões, saídas airosas para proteger as próprias conveniências.
Enfim, não se podem julgar as pessoas, mas as piruetas, sim.

Vasco Pinto de Magalhães s.j.

sábado, 3 de abril de 2010

RESSUSCITOU....




Ao terceiro dia, ressuscitou.
Será caso para perguntar: porque é que os escribas e fariseus, doutores na Lei Judaica, não conseguiram descobrir este anúncio nas Escrituras que “tanto” estudavam e de que se diziam os “verdadeiros” conhecedores, intérpretes e praticantes?! Mesmo os discípulos ouviram isto mesmo a Jesus mas, na hora, não pensaram ou não deram importãncia. Só com o sepulcro vazio, com o aparecimento às mulheres e aos dois discípulos de Emaús é que pararam e reflectiram. A vida é sempre uma “pressa”; uma pressa irreflectida. Resultado: inúmeras imprudências, tantas vezes fatais. Quem, de entre nós, ainda não experimentou esta realidade?
Foi ao terceiro dia. Morreu na sexta, primeiro dia (véspera da Páscoa Judaica), esteve na sepultura no sábado, segundo dia (dia de descanso e da Páscoa Judaica) e ressuscitou no dia seguinte, terceiro dia, dia a que os Cristãos haveriam de chamar, muito mais tarde, “dia do Senhor”: dies domini, dia do Senhor, domingo.
Este foi o grande dia, dia nunca acontecido, dia único na história da humanidade: alguém que havia sido morto, ressuscitou, voltou a viver e para sempre. Lázaro ressuscitou só por mais alguns anos mas voltou a morrer. Aconteceu para que Jesus mostrasse o poder e a glória do Pai. A ressurreição de Jesus é a grande novidade para toda a humanidade: todo aquele que acreditar no Seu nome (de Jesus) não morrerá para sempre mas viverá. O povo simples acredita nesta realidade sem grandes dificuldades. Não por ser simples e, quiçã, ignorante, mas por ter um coração “descomplicado”, pronto a aceitar a palavra do outro, a ter confiança na palavra dada, sem “manhosices”. O intelectual e pensador nem sempre é assim. Por um lado, ainda bem. Deve procurar razões para aquilo em que acredita, razões de viver, razões que fundamentem a sua crença já que esta deve ser o fundamento do seu modo de estar e agir. É a fé assente não só no coração mas também na razão. Esta fé não surge nos espíritos arrogantes, nos que desprezam o seu semelhante e o reduzem a uma “coisa” inferior.
Esta enorme, infinita alegria, deve-nos tocar profundamente. É que, depois da Ressurreição de Jesus Cristo, que quis ser nosso irmão (não esquecer o pai-nosso), também nós seremos ressuscitados com Ele. Ficaremos “alguns dias” na sepultura; mas não para sempre. Mesmo assim, só a nossa parte material é que irá para a sepultura. O espírito, não. Como seria possível a morte de um espírito?
Em Jesus Cristo temos a certeza de viver para sempre. Será assim tão estranho que Jesus tenha estado só três dias na sepultura e nós tenhamos de lá permanecer tanto tempo que ninguém será capaz de o contar?! Não creio. Se Jesus (e Maria), como diz a Escritura, foram concebidos sem pecado, como poderiam os seus corpos estar sujeitos à corrupção e desgaste provocado pela terra? Mesmo assim, fica a pergunta: e nós? Quando ressuscitaremos? Respondo: também ao terceiro dia. Só que as contas não são as nossas. Diz a Escritura: mil anos, para Deus, são como o dia de ontem que já passou. Estaremos na terra com Deus, se quisermos, se aceitarmos o seu desafio: amai-vos. Logo, logo a seguir – tudo passa num ai! – estaremos definitivamente com Ele.
Paulo, que não conheceu Jesus fisicamente, haveria de afirmar: se Cristo não ressuscitou é vâ a nossa fé e somos os mais infelizes dos homens. Mas ele, Paulo, acreditou no que lhe contaram, acreditou no sepulcro vazio e experimentou a alegria do perdão daquele a quem perseguia.
No acontecimento da ressurreição de Cristo eles, os apóstolos e restantes testemunhas, compreendem, a uma luz nova, todo o sentido da história do seu Povo, a história de Deus com o Seu Povo, e percebem que um futuro inauditamente novo se abre para eles, para o Seu Povo e , na convicção de Paulo, para a Humanidade inteira. E os homens de hoje não quererão fazer a experiência de "homens ressuscitados"? Até o mundo físico em que temos de viver acabaria por tornar-se "outro", como no princípio.
Alegrai-vos, aleluia.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

NA CRUZ…. tudo foi realizado.




Quando, nos dias que nos são concedidos viver nesta terra, fazemos o que está ao nosso alcance em favor dos nossos irmãos e seguimos os ditames da nossa consciência, podemos dizer como Jesus: “Tudo está consumado” (Jo.19,30). A minha misão está cumprida. Posso partir em paz. A missão de Jesus estava a chegar ao fim. N’Ele realizou-se tudo quanto estava anunciado na antiga Lei. Agora entendem-se melhor as escrituras. Agora entende-se melhor a referência, meio milénio atrás, ao Servo de Javé, o servo sofredor que o povo Judeu nunca quis aceitar. Teria de ser um herói libertador da ditadura romana. O centurião, após a morte de Jesus, faria a maior profissão de fé: “na verdade este homem era filho de Deus”. E os sinais exteriores que rodearam o momento da sua morte facilmente nos conduzem a essa conclusão.
- Porque será que os homens, tão inteligentes e tão empreendedores, não têm a humildade suficiente para reconhecer a VERDADE? Porque terão medo dela se ela é libertadora?

Depois de tantas horas a sangrar devido às inúmeras chicotadas com metais nas pontas do mesmo, devido à caminhada com a cruz para o calvário e devido às seis horas que esteve, de pregos nos pés e nas mãos, na cruz o fim estava próximo. Aliás, está demonstrado cientificamente que ninguém aguentaria tanto tempo com vida nestas circunstâncias. Mas, mesmo saindo do seu corpo apenas água com algum sangue, diz Lc.23, 46 que Jesus deu um grande brado: “Pai, nas tuas mãos entyrego o meu espírito” e expirou. Foi uma entrega radical por amor a cada um de nós. Até se deixou matar. Podia, com um simples pensamento, evitar tudo isso. Mas quis ser como cada um de nós, excepto no pecado, o causador de toda a miséria humana. Ele pôs-se na pele de tantos e tantos seres humanos que, como Ele, são sacrificados injustamente. N’Ele podem encontrar o apoio, o abrigo, o abraço, o consolo e, por fim, a salvação que é a vida para sempre feliz. D’ele podem ouvir: “hoje mesmo estarás comigo no Paraiso”. Só nos pede a fé, a entrega, a vontade para fazermos, como Ele, a vontade do Pai que está nos céus. Amar a Deus e ao próximo. É muito?
Está tudo resumido na única oração que nos ensinou: o pai nosso. Neste tempo de reflexão há uma prece que deve brotar do nosso coração, mesmo sem abrir os lábios: “e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.
Santa Páscoa.

NA CRUZ…. compreendemos melhor o ser humano.



Nesta semana, propícia à reflexão sobre a vida e o sentido da morte, continuo a fixar-me na cruz e nas últimas palavras de Jesus Cristo, verdadeiro testamento.
Dizem os entendidos que a sede é um dosm piores tormentos para o homem. Jesus também exprimiu esta dor: “Tenho sede” (Jo. 19, 28). Quase sem sangue, em sofrimento atroz, Jesus quer saciar a sua sede, naturalmente física. Mas Ele, durante a sua vida de pregação, só consta que teve sede de água quando, junto ao poço de Jacob, disse à Samaritana : “dá-me água”. Todavia, analisando bem a conversa de Jesus, fica-se com a impressão de que se esqueceu da água (material) que tinha pedido. O que Jesus mostrou foi um outro género de sede: sede de conquistar o coração da Samaritana e de todos quantos, depois, ela foi buscar.
A ânsia de Jesus na cruz, mais que a sede física, é a sede de amor, de compreensão e de justiça. A sede de uma humanidade mais “humana”. A sede de viver bem no centro do coração do homem o que não acontece sem o livre consentimento de cada um, tal é o apreço pela liberdade do ser humano que Deus, na sua Criação, constituiu “administrador” de todas as coisas dotando-o de inteligência e de vontade. Mais, muito mais. Jesus Cristo sabia que ia partir e que, para além de todas as manifestações testamentárias ditadas do cimo da cruz, só Lhe restava para doar: a sua própria Mãe.
“Mulher, eis aí o teu filho; eis aí a tua Mãe” (Jo. 19, 26). Maria ainda sobreviveria alguns anos (não sabemos quantos) nesta vida terrena. Quem estava junto dela era João, o que escreveu o Evangelho com o mesmo nome. Jesus disse a sua Mãe, Maria, que aprtir daquele momento João seria o seu filho e que, insistindo na mesma ideia, João teria Maria como sua Mãe. Terá havido, alguma vez, sobre a terra gesto de tamanha ternura?! Qual o verdadeiro significado desta parte do testamento de Jesus? Haverá dúvidas que João, o único discípulo ali presente, representava toda a humanidade? Mas isto, para quem quiser fazer uma reflexão profunda, leva-nos a uma conclusão deveras grandiosa e maravilhosa: nós temos Maria como nossa Mãe! É verdade!
Lembram-se que um dia Jesus foi interrompido na sua pregação quandoalguém Lhe disse: “Mestre, estão aqui a tua Mãe e os teus irmãos!!!” Mas Jesus respondeu, fazendo uma pergunta e dando logo a resposta: “quem são a minha mãe, o meu irmão, irmã, parente? Todo aquele que faz a vontade de meu Pai é que é o meu irmão, a minha irmã, o meu parente”.
Na cruz, Jesus já prepara a humanidade para acolher Maria como nossa Mãe. Se somos filhos de Maria somos irmãos de Jesus. Se somos irmãos de Jesus somos filhos de Deus Pai e seus herdeiros. Não será caso para nos interrogarmos sobre o modo como vivemos, uns com os outros e todos com Jesus Cristo, para que sejamos dignos de ser chamados filhos de Deus? Não nos acarreta uma enorme responsabilidade o facto de, pelo Baptismo, sermos co-herdeiros com Jesus Cristo? Acho que não temos bem consciência da dignidade de que estamos revestidos!

Dizem que a solidão, mesmo quando estamos rodeados de muita gente distraida, é um dos piores sofrimentos capaz de conduzir ao suicídio. Jesus sentiu-a na cruz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?” (Mt.27, 46). Jesus, como Deus, não podia sentir-se abandonado. Mas Ele falou como homem e constatou, nesse momento, uma realidade bem humana: o abandono pelos seus amigos, a amargura, a solidão, o isolamento. Todos troçavam d’Ele, o filho de Deus. Jesus, em atitude suplicante, pede ao Pai por tantos e tantos que, como Ele, são injustiçados pelos condicionalismos da vida. A sua prece é um grito que chama a atenção para a falta de solidariedade que deveríamos ter uns para com os outros, sobretudo nos momentos difíceis.
Hoje continua a ter sentido este grito, não de desespero mas de confiança, para que nos lembremos do pobre e abandonado que, muitas vezes, está mesmo junto da nossa porta.

NA CRUZ…. reconhecem-nos mais facilmente







Na Semana Santa comemoramos (relembramos) a Paixão, Morte e ressurreição de Jesus Cristo.
A muitos homens este facto histórico pode não lhes dizer nada. Não passa de mais uma condenação à morte que alguém sofreu outrora e que já passou. Quanto à sua ressurreição… fica para a crença de cada um constituindo, por isso, simplesmente um facto histórico para alguns crentes. Se quisermos ser sinceros com a nossa própria consciência e com tantas manifestações de religiosidade que vemos à nossa volta ou de que, mesmo sem querer, ouvimos falar, não podemos deixar de nos interrogar: afinal, quem foi este homem que, durante mais de dois mil anos, tem “provocado” tantos milhões de seres humanos?
Creio que a síntese da vida e obra de Jesus Cristo se encontra naquilo que se passou quando Ele ia desfalecendo, pregado na cruz de pés e mãos. A partir das suas últimas palavras talvez consigamos perceber melhor qual a missão e a grandeza deste “condenado”.
“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc.23, 34). O perdão. Aprender a perdoar. Ele mostrou-o quando quando Pedro Lhe perguntou quantas vezes devia perdoar a qum o ofendesse: até sete vezes? A resposta de Jesus foi pronta: não até sete, mas até setenta vezes sete que, simbolicamente, significa SEMPRE. Também com a mulher adúltera apanhada em flagrante, a resposta de Jesus aos que a queriam apedrejar, foi desconcertante: “quem estiver sem pecado atire a primeira pedra”. E todos, a começar pelos mais velhos, se foram embora sem fazer mal à mulher. E Jesus preguntou-lhe: “mulher, ninguém te condenou? Também não te vou condenar. Vai e não tornes a pecar”. Em muitas outras situações, durante a sua vida de pregação, Jesus justificou, com actos, o perdão implorado, para os seus algozes, na cruz. Jesus Cristo é PERDÃO. Não será o que mais falta faz neste mundo violento em que vivemos?

Disse, ainda, na sua agonia, para o ladrão arrependido: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraiso” (Lc. 23, 45). Um dos ladrões condenados à morte de cruz, sabendo que diziam que Jesus era filho de Deus desafiou-O a, como tal, descer da cruz e, assim, salvar-se a si próprio e a eles. Mas os planos de Jesus não eram esses. O moutro ladrão, vendo a paciência com que Jesus sofria, sentiu que não estava junto de um homem qualquer nem, muito menos, de um criminoso. Achou que era um homem justo e alguém superior. Então, certamente conhecedor de alguns episódios milagrosos da vida do seu companheiro de suplício, implora: “lembra-Te de mim quando estiveres no teu reino” A misericórdia do condenado não o fez esperar: “hoje mesmo estarás comigo no Paraiso”.
Creio que nos falta, muitas vezes, a experiência da doença e do sofrimento para darmos valor à vida e, talvez, pensar que ela continua para além dos poucos ou muitos anos que andemos por aqui. E depois disto? O fim? O vazio? Não é isso que está inscrito no coração humano. Nós não queremos morrer mas viver para sempre. Como, então, encontrar o caminho para a “tal” vida eterna? Talvez o caminho do “ladrão arrependido”.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

JOSÉ SÓCRATES É UM HOMEM DE CIRCO







A economia vai derrotar a democracia de 1976. 

José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país. 

O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia. Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas. 

A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver. Este que está lá agora, o José Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora. 

É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade. 

Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias... mas é sem açúcar. 

Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!" 

Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa! 

Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%... esta economia não resiste num país europeu. 

Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse. 

Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis? 

P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim? 

A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela? 

Quer dizer, isto está tudo louco?" 

Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for... 

Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros: 

- Um desapareceu; 
- O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora; 
- O outro foi mandado embora pelo Presidente da República; 
- E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim" 

O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado. 

Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença! 

De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente. 

Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: - Prometem aquilo que sabem que não podem." 

A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva... 

O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?" 

"Os exames são uma vergonha. 

Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada! 

A minha opinião desde há muito tempo é: TGV- Não! 

Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo. 

Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não? 

Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe... 

Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português! 

Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios... 

Receber os prisioneiros de Guantanamo? 

Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós! 

A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é! 

Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar? 

Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade. 

Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..." 

Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia... 

Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...." 

Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum. 

Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira». 

Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina... 
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina... 

Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação... 

Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..." 

É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. 
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe. 

Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho... 

Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho... 

Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem... 

Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem... 

No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa. 

"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas? 

É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política... 

Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro... é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade. 

Este país não vai de habilidades nem de espectáculos. 

Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país! 

Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»... 

Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito... Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado! 
 



 

 

 
 

 


GOSTARAM DE LER? Eu também. Afinal divirto-me a coleccionar "trabalhos bem feitos". E tenho o direito de admirar os que considero bons pensadores! Sinto que não estou sozinho. A internete tem as suas vantagens. Como saberíamos que Sócrates é tão mentiroso? Não consigo ler tantos jornais!.....

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O PAI VEIO VIVER CONNOSCO, NA MESMA ALDEIA



É verdade: por amor de nós quis habitar no nosso meio, na nossa aldeia, junto de cada um, sempre pronto a ajudar e a animar os mais débeis física e mentalmente. Escolheu, como preferidos, os mais pobres: pobres em haveres, pobres de saúde física e psíquica, pobres de inteligência e de esperteza, os mais rejeitados pelos outros. Para o Pai não há diferenças entre as pessoas: todos os moradores da aldeia merecem a sua simpatia e carinho. Mesmo aqueles que, por distracção ou indiferença, não o saudam nem reconhecem. Ele espera uma oportunidade. Ele dá sempre novas oportunidades. Sabe que os humanos são fracos, medrosos, cheios de dificuldades a tal ponto de nem se entenderem uns com os outros. Ele sabe, por isso mesmo, que é preciso esperar. Esperar até ao último momento.
Mas o Pai não se limita ao território de uma aldeia. Ele vai de aldeia em aldeia, de freguesia em freguesia, sempre sem fronteiras, percorre um país e até todo o mundo. Melhor: ele está em toda a parte. Não se cansa de esperar, de chamar a toda a hora mesmo aqueles que fazem “ouvidos de mercador”. Ele, com uma paciência infinita, quer que todos sejam felizes e mostra o caminho para o serem. Muitas vezes até dá uns “empurrões” a que os homens chamam de “fraca sorte”: um acidente que obriga a parar e a pensar; uma doença que nos coloca às portas da morte, mas escapamos; um azar qualquer que nos leva a “barafustar” contra a vida. Mas ele permite que nos aconteçam essas pequenas desgraças para nos fazer pensar. É que os homens andam a maior parte do tempo com a cabeça baixa e não dão pelas necessidades do vizinho que, muitas vezes, até vive mesmo junto de suas casas. O Pai não aceita, de modo nenhum, que sejamos egoistas, auto-suficientes, orgulhosos como se não existisse mais nada além de nós próprios. São estas atitudes que ele mais rejeita. A amizade, a dedicação, o altruismo, a doação gratuita ao outro… são estes os seus predicados. É isto que ele sussurra a todo o momento a cada um dos habitantes desta enorme aldeia onde ele gosta de habitar. Nada de invejas, de ódios, de vinganças, de lutas fratricidas, de ofensas à integridade física e moral, de calúnias. Isto não faz parte do seu dicionário. Um dia, quando as casas desta aldeia estiverem muito velhas e sem condições, o Pai leva-nos para uma terra melhor, terra de sonho onde nada nos faltará. Não teremos fome, nem frio, nem calor, nem angústia, nem…. Será aquilo que o nosso coração desejar. É que o nosso coração foi feito para o Pai e só quando estiver com ele é que estará completamente descansado. Neste compasso de espera temos de ser bons filhos, dignos de um Pai tão amigo e tão importante. Não somos filhos de um pai qualquer. Mas do Pai que é pai de todos. E isso faz a diferença.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A GERAÇÃO DO ECRÃ


NOTA: chegou-me à caixa de correio este artigo da escritora Alice Vieira, pessoa que muito estimo e gosto de ler.


«Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.

Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os 'Morangos com açúcar', só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.

Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.

Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar - é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas).

Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!

O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.

Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.

Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.

Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.

E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.

E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.

Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.

Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.

E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.

A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.

A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.

A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.

E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.

E nós deixamos.»

Alice Vieira, Escritora